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O Nascimento do Hã!?
Para contar do nascimento do Hã!? eu poderia começar com aquela velha máxima, ainda utilizada em alguns cartoons de hoje: "aconteceu com um amigo, de um amigo, de um amigo meu, em um dia, onde as coisas normais nem sempre acontecem", porém aconteceu comigo, ou melhor conosco.
Bem, como todos (ou ao menos os mais bem informados) já sabem, um grupo de jovens que hoje ajudam a compor o "scret" do SoLargo, sendo eles: Nariz Paulo, K-zé, Rafinha e esse que vos escreve; içaram velas e debandam para o orla marítima de Santa Catarina (Santa Cataralha para os mais íntimos), e atracam mais precisamente em uma cidade muito conhecida de nossos conterrâneos cascavelenses: Camboriú (onde já se encontravam: Gygante, JC e Lavito). Certa noite do final do mês de janeiro de 2000, segunda noite dos mancebos na cidade, eis que novamente se dirigem para a "Babilonia" noturna daquela cidade turística, alvo: "Baturité", o mesmo lugar que se divertiram na noite anterior, porém algo muito sombrio estava para acontecer.... Eis que adentram-se no que os nativos chamavam de "Racho Baturité" um lugar totalmente ao ar livre se não fosse um grande cobertura de acrílico que protegia os animados "foliões" de noites onde Momo não reinava. Seis bares se espalhavam para os lados, três na direita e Três na esquerda, diversas mesas se espalhavam por entre o corredor que esses bares formavam, (para alguns uma visão "hi-tec" do paraíso) e no final deste "corredor" se encontrava a Casa Noturna propriamente dita, onde abundava luzes negras, roupas curtas e o barulho frenético dos sons "dance e Rave"... do lado de fora, encrostado em meio aos bares do lado esquerdo de quem se aventurava adentrar-se no referido "Rancho" existia um Palco onde a música ao vivo era praxe... e o ar livre, música ao vivo e possibilidade de seis bares diferentes num só local, seduziam todas as atenções dos festivos rapazes, em especial os quatro que chegaram no dia anterior. Eis que descobrem uma bebida nativa, até então desconhecida para esses rapazes, o nome que os nativos a batizaram atiçava ainda mais a sede dos jovens SLINC: "satanás".
Eis que todos, em um estranho ritual, reservado a poucos, saboreiam tal "especiaria-alcóolica-incandecente", que descia rasgando a goela de todos, um em especial se apaixona por tal "hot-drink": Rafinha, o qual aos poucos se deixa levar pelo amor e volta e meia, durante toda a noite se obriga a ir até o balcão do último bar à direita (o único que produzia tal especiaria) para se encontrar com seu novo amor: o próprio "satanás"... antes de continuar com essa história, se faz necessário um parêntese, para que esse conto se torne mais didaticamente viável, possibilitando assim que todos entendam o que realmente ocorreu e como o Hã!? nasceu... (eis que no mesmo dia, ou melhor, naquela tarde de final de janeiro, os rapazes se encontram com algumas jovens também de Cascavel, dentre elas estava uma em especial, a qual irei me referir apenas como "R", [para evitar possíveis indenizações futuras em virtude ao deterioramento de sua imagem ou utilização de seu nome sem autorização], "R" era uma jovem que a alguns meses já se envolviam com alguns de nossos amigos, porém, com nenhum que estava nessa viagem, como todos se conheciam resolveram sair juntos aquela noite, então "R" e suas amigas, foram conosco para o "Baturité")... voltando com a triste sina amorosa de nosso amigo Rafinha, eis que depois da sétima dose (eu confesso envergonhado que não consegui tomar mais que uma...) Rafinha já começa a sentir as sindromes mais fortes do amor: olhar vago e distante, língua enrolada, andar trançado e bambo, além de danças que somente os argentinos conseguiam alcançar tais performances. Já que a palavra "argentino" surgiu, vale lembrar que ele acompanhou um argentino "mucho doido" que dançava freneticamente em frente ao palco (bah, quem viu jamais esquece tal cena... ) então surge o primeiro comentário de "R", que chegou toda esperançosa a minha pessoa e clama: "Fernando, o Rafinha tá passando mal, faz alguma coisa!", eu com cara de otário (muito peculiar) olho fixo com os olhos murchos para a face redonda de "R" e respondo levantando as sobrancelhas: "Hã!?" traída pela ingenuidade ela repete a sua invocação e eu respondo a mesma coisa, isso se repete por duas ou três vezes até que ela, em sua última tentativa clamorosamente pede: "Fernando o Rafinha tá mal, para de falar Hã!?..." e sem piedade, duvida alguma me surgiu para responder: "Hã!?".... ela então desiste, e segue seu caminho noturno.
Depois de alguns minutos, quais não completariam uma hora, encontro o Rafinha, já de camisa aberta, e uma corrente de ouro com a imagem de "Jesus" em meio aos cabelos de seu peito (no melhor estilo Carlão), chega até eu e diz com uma voz assustadora e um bafo inflamável: "Fezão, tomei só nove 'satanás', vou tomar mais uns dois... daí depois eu tomo mais dois... RARARARA"... e sai em direção ao "bar da direita", logo que o Rafinha se afasta de mim, surge quem? ela, "R" toda atabalhoada, com um olhar apavorado e prontamente pede (em um tom suplicante): "Fernando, o Rafinha não para de beber, ele vai entrar em coma alcoólico....vai lá ajudar ele", e novamente com cara de songo mongo que é acordado na sala de aula pelo próprio professor, respondo: "Hã!?", novamente levada pela ingenuidade ela repente, ainda mais clamorosa: "Fernando, o Rafinha etá mal, se não parar de beber aquele 'treco' vai entrar em coma...", prontamente respondo: "Hã!?", ela insiste por mais umas quatro ou cinco vezes até lançar o já dito: "para de falar Hã!?" e escutar novamente "Hã!?"... fato assistido de perto por Nariz Paulo e K-zé (esse último foi o principal responsável pela ampla divulgação e utilização do "Hã!?" permitindo que ele se tonasse o que é hoje: um monossílabo"... ei que depois da décima segunda dose, o segundo melhor número da história da bebida (o primeiro é dezessete, qual o nosso amigo promete quebrar no próximo ano...), eis que me chega o Rafinha (nisso o sol já nos fazia companhia), cantando de galo: "É fraco, esse negócio é fraco... leite é mais forte... ai moçada, vocêis são tudo fraco (hic)... eu tomei doze (hic)... e tô bem (hic),... acho que vou tomar mais uns dois... (hic)..." sendo que essas afirmações partiam de uma pessoa que já não conseguia firmar os pés no chão, nem abrir os olhos direito, quanto menos falar sem "trupicar" em suas "poprias" palavras.. um jovem sem camisa e sem aparência de humano... um ser que dali a alguns minutos estaria invocando o "grande HUGO" (o Gol Verde do Nariz Paulo que o diga).
Eis que nossa insistente e incansável amiga ("R") insiste em se dirigir a mim: "Fernando, vamos levar o Rafinha para uma farmácia, vamos dar glicose para ele..." e eu sem piedade devolvo um sonoro "Hã!?".... quem assistia aquela cena, não podia conter uma gargalhada.... novamente a jovem tenta insistir: "Fernando, para de falar Hã!?"... e recebe a mesma resposta.... e a sena se repete por mais umas quatro vezes, obviamente em volta das gargalhadas dos espectadores... Logo o sol vem impor a sua majestade e mostra que o céu é seu império... ninguém podia agüentar mais de dores nas pernas, e a vontade de descansar, ao menos um pouco..... no dia seguinte, seguimos os quatro (Nariz, K-zé, Finha e eu) para Itapema Meia-Praia, um pouco mais ao sul, e lá, em uma sacada quase do tamanha de uma pista de boliche o "Hã!?" começa a tomar envergadura... em quatro ou cinco semanas, muita gente já tinha caído no "Hã!?", mesmo com a ampla divulgação atual, ainda é fácil pegar alguém com esse monossílabo. Mas muitos se irritam c/ extrema facilidade, portanto deve ser utilizado com muito respeito e cuidado.
Os Boatos sobre o nascimento do Hã!? E/ ou o Suposto Criador do "Hã!?". (alguns esclarecimentos).
Bem, em doze de fevereiro, eu e o Salsa, fomos para Umuarama, em uma formatura do pessoal de Odonto, que por sinal entrei de bicão, ou melhor: fui convidado pelo Salsa pois ele precisava de alguém que tivesse carro (brincadeira).... chegando lá encontramos alguns conhecidos, que antes estudavam com ele e com o Nariz Paulo na faculdade daquela cidade. Eis que por meio de uma ou outra conversa, surge o onipresente "Hã!?"... e então para nossa surpresa, nossos amigos universitários nos informam, que a algumas semanas, nosso não menos amigo, Shester teria trazido o "Hã!?" para Umuarama (até ai sem espanto), porém a história que nosso amigo "Pocamão" teria lhes contado era que ele (Shester) inventou o "Hã!?" quando estava no litoral.... então logo tratamos de desmentir esse boato safado, sorrateiro, baixo, sapeca, pilantra e levado....
Patinho "Hã!?" 2000 (não teve pra ninguém, né Gordão??...)
Esse título foi ofertado para quem caísse mais vezes nesse sorrateiro monossílabo. A priori o título estava ganho por parte da "R", mas eis que surge um adversário de peso (em todos, todos, todos os sentidos), o nosso grande (em todos, todos, todos os sentidos, exceto um, o p... esquece), amigo: Gigante. Começou correndo por fora, mas não teve problemas em conquistar o título por antecipação, isso mesmo meus amigos, pasmem, o título já é dele... a mais marcante atuação dele com a presença impecável do não menos pequeno Rafinha, a qual transcrevo abaixo:
Era noite, o gelo seco já tomara o ambiente escuro e grotesco da Bielle Club de Cascavel, porém ainda era início de noite, muito pouco se havia bebido, quando no meio da conversa, Rafinha responde para Gigante: - "Hã!?" - "Não adianta Rafinha, você não vai me pegar hoje, só amanhã!!!" - contava vantagem o gordão... - "Hã!?" retruca Rafinha... e o Gigante, para espanto de todos, garanto que inclusive o seu, responde: - " Não adianta Rafinha, você não vai me pegar hoje, só amanhã".... São atuações desse tipo que fizeram Gigante ser o eleito, por unanimidade, o Patinho "Hã!?" 2000...
Autor - Fezão "Star" Mascarello